Um país não se constrói apenas entorno de uma economia pretensamente liberal. Um país é muito mais que o seu PIB, afinal, a identidade nacional, nossa brasilidade, se faz a partir das percepções que temos de nós mesmos e das representações artísticas que dela fazemos. Daí a importância das Artes (a música do Vinicius, do Tom e da Anitta; as crônicas clássicas do século XX, as artes plásticas e a arquitetura barroca, moderna); daí a importância de cultivar para além da nossa nacionalidade, a nossa mais terna e trágica humanidade, o que se faz pelo estudo da psicologia e pela leitura frequente de Shakespeare, entre outros autores clássicos de todos os tempos e cantos; daí a importância de conhecer a história pátria e mundial, bem como os processos aparentes e subterrâneos das relações internacionais, em sua constante sístole e diástole entre guerra e paz; daí a importância de conhecer o direito interno e internacional, para evitar e contornar institucionalmente os tensionamentos entre democracia e autoritarismo, desejo de poder e solidariedade; daí a importância da Ciência e sua rainha, a Matemática, para calarmos (ou pacificamente ignorarmos) as superstições idiotas e os idiotas supersticiosos; daí a importância de conhecer a si mesmo, seja pelos caminhos da filosofia, das artes, das religiões ou da ciência. Enfim, conheçam a si mesmo, para que não julguem no outro o mal que ainda habita em você. Conheçam-se e se curem; curem-se que a sociedade flui com mais Amor. Com mais Amor, serão mais raras as temporadas no inferno como esta que agora se encerra. Conheçam-se! Amem-se! Amem os próximos, sobretudo os distantes.

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