Houve
um tempo de tempestade em que era bom sofrer de paixão,
quando
eu amava mais amar do que a pessoa amada.
Mais
tarde eu quis ser romântico
e
ter uma amante.
E
tive.
Arrependo-me
por tê-la quisto.
O
gozo e as lágrimas.
Agora
isso me é insuportável,
de
tal modo que não chamo “amor”
aquilo
que me dói.
Hoje,
intensamente desejo, sem pressa,
amor
virgem e sábio;
o
amor de mãos dadas, não o de cama,
de
pernas agitadas, enlaçadas;
o
amor de casa cheia, com visitas amigas e
crianças
brincando de ser feliz
–
é suave o vento que balança as cortinas;
o
amor do sorriso confidente e leal
para
quem sorrimos leal e confidentemente.

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